segunda-feira, 29 de julho de 2013

OPRTUNIDADES


Bonança de lamparina depois da tempestade onde assenta desenroscado um cobertor de silêncio risonho como uma chávena de chá quente ou um cálice de licor.

Após o abate da beleza feroz da tormenta imponente, a oportunidade esticada em harmonias até ao toque.

Tátil e açucarado pano de fundo de sonhos vagos e leves.

Prestes a eclodir nova etapa, campainha de aventuranças e aventuras, distancia-se a um mundo de léguas dos anseios mórbidos e infrutíferos.

Viagem guiada a partir de um centro umbilical, despojado de bagagens.

Cântico íntimo e quase universal como um elevador (que não devia servir para descer tal como o nome o sugere), sinal do espanto delicado da tranquilidade.

Uma porta sem tramas.

Uma janela escancarada a brisas tépidas.

Átrio de emoções no olho da alma a pensar em espaço lento e elegante, num convite ecoando calmarias em árias de fábulas temporárias e cíclicas.

Alternância entre o apaziguamento e o frenesim, como oportunidade, a enxotar as horas de tédio e a carregar as baterias das mentes inquietas.

 

Ao longe ainda se pode ver a tormenta murmurando um até breve, com uma mão levantada num aceno irónico.

 

Texto de Mirandulina

domingo, 28 de julho de 2013

MEU CURRÍCULO


Currículo

Nome:    Mirandulina     (Maria Mirandulina Guimarães Rego)

D.N.:       28/10/53

Naturalidade:  S. Leonardo, Mourão, Évora, Alentejo, Portugal

FORMAÇÃO (ARTÍSTICA)

1966 – Timor – iniciação à pintura a óleo com o pai (pintor, desenhador, caricaturista)

1974 – Moçambique – frequência de um Curso de design

1976 – Porto – frequência do Curso de artes dos tecidos na Esc. Sec. FILIPA DE VILHENA

1976/1979 – Porto – Disciplina de artes plásticas no Curso de Educadores/ ES. SUP. DE EDUCADORES PAULA FRASSINETTI

1990/1991 -  Porto – 12º ano ( Desenho, Geometria desc. e  Hist. da Arte) na Esc.  Sec. AURÉLIA DE SOUSA

1991 – Porto - frequência de 2 anos na FAC. BELAS ARTES DA UNIV. DO PORTO – Pintura

ACTIVIDADE/FUNÇÕES

1973/1979 – Vendedora e decoradora (Moçambique); Auxiliar de cabeleireiro e Auxiliar de idosos (Porto)

1979/2010

Docente de Educação Especial, incluindo 2 anos como Coordenadora de Equipa de Educação Especial

 (Porto 1974-1980; Funchal 1980-1981; Porto 1981-1992; Alcácer do Sal 1994-1999; Porto 1999-2010)

2010 – Porto  -  Funções não letivas - Biblioteca da EB1JI Fontinha

LIVROS  E TEXTOS EDITADOS

2005

ESCANDALOSAMENTE ELA/texto e pintura de Mirandulina, da CORPOS EDITORA;

GUERRILHEIRA DA EMOÇÃO/ texto de Mirandulina e pintura de Ema Correia, da CORPOS EDITORA  

2011

TEXTO/SOBREVIVÊNCIA SUSPENSA NUM SUSPIRO – Antologia WAF, vários autores - Coleção  Word  Art  Friends XII

 Reedição do LIVRO Guerrilheira da Emoção – Corpos Editora

2013

EXISTÊNCIA/texto e pintura de Mirandulina, da editora Poesiafaclube;

TEXTO/RETALHOS – Antologia Poética  -  Poesiafacclub

ILUSTRAÇÃO

2003 - Ilustração do conto O ÚLTIMO LOBO, de Fernando Fernandes – Ministério da Poesia

 

 

 

 

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

1988 – Caminha - Bar “After Eight”

1991 – Porto - Bar “Postigo do Carvão”, Porto

1995 e 1999 – Alcácer do Sal - “Callippus Bar”

1998 -  Alcácer do Sal

Auditório da Misericórdia; Pavilhão da Câmara Municipal/PIMEL;

Bar “O Quintal”

2000 – Valbom – Bar “Fundo Perdido”

2002 e 2003 – Porto – “Púcaros Bar”

2003 – Vila do Conde – “Artes Bar”

 

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

1970 – Moçambique – Homenagem a Leonardo Da Vinci, Liceu de Quelimane

1984 – Caminha – Câmara Municipal

1989

Lisboa - IV Salão de Primavera do Casino do Estoril;

Gaia – Escola António Sérgio;

Itinerante (norte de Portugal) - da Cooperativa dos Artistas de Gaia;

Gulpilhares – Centro Cultural;

Gaia - Posto de turismo

1990 – Gondomar – Homenagem a Camilo Castelo Branco, da Cooperativa Artística ARGO

1991

 Valongo – Centro Cultural da CM, Vallis Longus;

Porto – Palácio da Bolsa

1994 e 1996  – Alcácer do Sal – Câmara Municipal

2005  – Porto – Púcaros Bar

terça-feira, 23 de julho de 2013

Apresentação/lançamento do meu livro "EXISTÊNCIA"

A 14 de Julho de 2013
No Olimpo Bar (eventos culturais, rua da Alegria, nº26, Porto)
Com a presença e participação da CORPOS EDITORA, responsável pela publicação

Com performances dos poetas  e diseurs, Luís Beirão, Ana Almeida Santos, Reinaldo Santos e do músico e compositor Carlos Andrade





















INSTALAÇÃO no LANÇAMENTO do meu livro "EXISTÊNCIA"

NO OLIMPO BAR (eventos culturais/rua da Alegria, nº26, Porto)
Instalação de minha autoria,
no lançamento do meu livro "Existência",
com alusão ao nascimento e caminhada até à morte
 (vida: nascer, viver, morrer)


 





 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

onde encontrar comprar o meu livro "EXISTÊNCIA"

https://www.facebook.com/poesiafaclube/app_519984624691308

http://poesiafaclube.com/store/mirandulina-rego-existência 






LAMPIÕES


LAMPIÕES

1

Desilusões são lampiões que se apagam em verticalidade inútil de lâmpadas fundidas e quebradas por um clic, numa cegueira de olhos que vêm privados de luz.

Devolvem uma escuridão embaciada de deceção. Comem a energia, sugam até ao desânimo assassino da motivação e sugerem frequentemente suicídios alternativos e aliviadores.

Fica tudo com vontade própria (o sono, o cansaço, o desinteresse, a inércia), menos os reféns do desapontamento, estacados na espera da substituição da lâmpada.

Intervalos com a densidade do mar vermelho a pregarem rasteiras e a pregarem a inércia à inoperância.

2

Na maior parte das ruas fundem-se candeeiros, tantas vezes que quando algum ainda persiste em brilhar, tem que ter o nome de lampião.

A desesperança pousa no aguardar no meio da negrura ,tons da morte e das cinzas de sonhos, tão espalhadas e disformes num quase diluir no nada.

As deceções dizem presente todos os dias. Salpicam as mais afoitas intensões de ânimo ou invadem em absoluto toda a resiliência, pelo menos por horas deprimidas numa invalidez de angústia impotente e surda.

Deambulam os cegos e surdos na desilusão incómoda quase fatal  ou recolhem à posição fetal na procura do consolo, em colchões mortalha, caixões de mortos-vivos do desassossego.

3

Há por aí raras personagens que como os lampiões irradiam luminosidades até de longe e sobressaem no meio da massa que circula homogénea em tons pastel, como se dentro de um uniforme gasto que deforma e prende qualquer brilho.

Estas lanternas do mundo, nem sempre têm os traços físicos aclamados pelos estereótipos das belezas, mas munem-se de coisas a que se chama, carisma, carácter, presença e quando entram num lugar horizontalizado por vidas opacas, não podem deixar de ser vistos, dando ao local laivos como lasers coloridos, permitido que a opacidade se translucide por algum tempo, mesmo sem que tenham noção deste seu dom.

São momentos para roubar ao lugar-comum e ganhar alento.